Mostrando postagens com marcador Aros e lentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aros e lentes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O laço

Você segura pela ponta como quem se importa em não causar danos, então, num belo dia, você deixa de lado e já busca um próximo, trata-o da mesma forma carinhosa mas sua essência te impede de ser diferente, la está o outro, jogado de lado.
Mais tarde, porem, a necessidade vem e você, sutilmente utiliza da sua lábia e o "enrola", o deixa ciente da existência do outro e com lágrimas aos olhos cria um nó bem atado entre as partes... "ele é meu melhor amigo". Então, segura pela mente, bem na curvatura do encéfalo, enrola pelo pescoço, abre o foço e atira o corpo para dentro dele, ata, e assim cruelmente o sela dentro de uma realidade qual não poderá escapar.

Por isso sempre preferi sapatos de velcro.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Suposta Carta de Suicídio ou Palavras Avulsas de uma Mente Confusa ou Simplesmente Eu

E assim se vai, se foi, se for.
Será
Não há espaço
Não há lugar
Não há uma simples palavra na qual acreditar
Não há uma simples alma na qual apoiar
Não há, não haverá, não houve.

E são mais de 3 anos de coisas que eu não sei explicar. O ser humano vê muito mais o lado ruim que o lado bom das coisas, os defeitos suplantam em proporções de 2 pra 1 ou de 5 pra 1 as qualidades, os momentos bons se esquecem e ficam pra traz a cada decepção. É assim que o mundo funciona, é assim que meu mundo funciona.

Ou vem funcionando, perdi a capacidade de perceber isso junto com a de chorar. Quando perdi tudo e não sabia que havia perdido tanto, me disseram que estariam, me dizem que estão, me falam de estarão, só falam, só dizem, só consolam e nada mais. Sua vida, seus problemas, cuide deles, se cuidar de mim, esteja disposto a abandonar um pouco, as vezes muito dessas coisas. É assim que o mundo funciona, ou ao menos que o meu mundo funciona, ou vem funcionando.

E as coisas que eu escrevo aqui eu escrevo pra você ler, você mesmo, independente de quem seja, por que você também é assim, egoísta, egocêntrico, cruel, frio, humano. Afinal, a proporção do mau para o bem ainda é de 5 para 1 ou até de 10 para 1. Não existe uma alma se quer do meu mundo que consiga entender, aquele que foi ferido ferir da mesma forma, aquele que foi castigado com noites sem fim simplesmente aceitar o fato de que "não há nada que se possa fazer". Já está confuso de novo.

Mas no final, ou no começo, ou durante o fato é que você quer, eu quero, ele quer e todos querem, pra si, se satisfazerem a qualquer preço, a qualquer custo, a qualquer custa de qualquer que seja. Eu realmente quero minha camisa de volta, a azul.

De certo modo era inevitável, a distancia é real e esmagadora, minha carência (ou como qualquer porra que queira ser chamada) não se satisfaz com segundas e quarta e sábado e domingos e visitas. Eu sou realmente possessivo, quero aqui, agora, e como eu disse, é tudo sobre mim, dentro do meu egocentrismo, meu egoísmo e minha prepotência. Mas no fim das contas, eu queria mesmo era ver, alguém chorar por mim o que eu já chorei pelos outros, queria ver minha falta ser sentida, sentir isso da forma mais concreta e mais literal possível. Acostumei com abraços longos e apertados e frases entre sorrisos. As coisas caem no comum muito fácil e isso não me convence mais.

Talvez morto, minha falta fosse sentida, nem que fosse durante os 15 minutos do meu velório.

Mas a vida não é feita do meu mundo e mimimi blablabla mimimi blablabla. Pois é, não é, nem do meu, nem do seu e nem do de ninguém. Meu mundo ta dentro do meu quarto, meu reino é um caderno que na verdade nunca existiu em sua forma literal, meus muros são construídos dos blocos das minhas mentiras e dos meus medos. E eu já estou escrevendo qualquer coisa que meus dedos são capazes de digitar.

Te mandei uma carta pelo correio. A melhor de todas elas. Dentro de um envelope branco lacrado com cera de vela. Isso foi dentro de um sonho, o tive durante 3 noites seguidas. A carta foi mandada da Alemanha, ou seria, desisti, não suportaria ver mais uma coisa perdida. Você sempre esteve certa, não nasci pra essa história de amor, pra essa história de escrever, de viajar, eu não consigo.

Vou parar de escrever, isso aqui já está íntimo de mais. Quem ler aproveite, esse é um lado de uma pessoa que é reprimido, um lado completamente lacrado e selado num canto da mente, por ser perigoso de mais, que simplesmente foi solto. Meu Licantropo.

Esse texto será acrescentado de acordo com o tempo. Nele vai estar escrito qualquer coisa que me vir em mente, simplesmente por vontade. Foda-se o resto, que o mundo se exploda.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Alças

O que eu queria era deixar meus olhos repousarem sobre você
Deixar meus versos te envolverem pela cintura
Permitir o corpo roçar a ponta dos caninos no teu pescoço
E com gosto fazer minha mão desnudar teu corpo.

Mas se for por mentira,
Quero meus semblante e minha poesia, meu corpo e minha euforia longe, bem longe de você.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Se algum dia eu conseguir matar você dentro de mim, vou ter a muito morrido de tentar.

sábado, 15 de outubro de 2011

Risadas, uma boa noite de sono, bom humor e satisfação.

Minha queridas amigas, sinto saudades.

Ass: Eu

domingo, 9 de outubro de 2011

- Qual a maior loucura que você faria por amor?
- Amar já não é loucura o bastante?

sábado, 8 de outubro de 2011

Entende "decepção"?
Eu entendo bastante, e cá entre nós, não corresponder expectativas também.
É difícil pra todo mundo ta? Não é bacana passar o que eu to passando nem você o que você está.
Mas a culpa é mesmo minha? A culpa é mesmo de alguém? Ou ela é de quem você não quer aceitar que é?
Abre os olhos, que eu to abrindo os meus, pra ver mais através de quem nós dois julgamos confiável. Ou julgávamos.
Não me faz te ver, também, como minha inimiga. Por favor.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Marquesa de sade

Difícil é crer nestas palavras soltas.
Afinal, quem decide isso sou eu.
Eu que decido se o amor acabou ou se quero te ver no sábado.
Eu decido se você fica ou se vai se afogar na matinê.
Eu escolho se tu dorme ou se tu age.
Eu escolho se me satisfaz ou se volta pra casa de mãos abanando

Ah, é tão difícil, minha princesa.
Tão difícil ver teus sulcos e teu mel desperdiçados dessa forma.
É surreal na verdade acreditar que almeje outra coisa se não eu.

Ha! que grande piada.
Afinal, você está aqui o tempo todo, e eu posso fazer o que bem quiser com você.
Posso te destratar ao meu bel prazer do meu humor.
Alem de que, posso querer outras mãos a satisfazer meu caprichos tontos.
E mais tarde, quando me procure em busca de carinho, posso lhe dizer que estou muito cansado.
Afinal, você está aqui pra isso.

Jä chega, você não pode ficar assim.
Me respeite, eu não sou qualquer um.
Afinal, não te botei no mundo para você me tratar assim, vamos! de quatro!
Vou lhe arranhar a garganta, embaralhar as idéias, apertar o peito e furar seus olhos.
Vou lhe ver grasnar de dor por outra coisa que não minhas ações, assim, posso mandar-te embora sem me culpar.

Afinal, eu faço de ti, o que eu quiser.

domingo, 2 de outubro de 2011

Egoísmo

É meio triste ver que o fim te fez bem.

Madrugada

Vamos garoto, cresça e aceite que as coisas mudaram.
Que ela não te ama mais
Que aquela agora gosta de meninas
Que essa ta de cabelo vermelho
E a outra já não é tão animada
Que ele é um falso e filho da puta
Que esse é extremamente apático
Que aquele já não faz diferença pra você
E que o outro na verdade nunca fez.

Eu na verdade, só confio ninguém.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Larga a caneta e o papel!"
"Vai dormir..."
"Desliga o som"
"você precisa ir dormir"
"Eu acho que não"
"Vai dormir, Pedro."
"Vai dormir"
"Vai dormir"
"Vai dormir"

E acredite se quiser, mas eu não acordei ainda.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cá entre nós, eu me desapontaria se alguém me amasse pelo que eu escrevo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Agressivo, Descontrolado, Egoísta e Apaixonado.

Sinceramente me desculpem, mas eu não vestir uma roupa de freira e viver de caridade.

Faço o que faço por que gosto, estou com quem estou por que amo, converso, convenço, convivo, ouço, aceito, apoio apesar de descordar porque quero! oras.

Mas ta aí, talvez eu esteja precisando exatamente assumir essa face, ser de fato um adolescente fútil e revoltado. Talvez eu devesse mesmo fumar compulsivamente, encher a cara no meio da semana, engravidar uma rapariga qualquer pra depois dizer que o filho pode ser de outro mesmo ele sendo a minha cara. Talvez, eu devesse tomar um porre na frente de vocês "pais", talvez eu devesse chegar em casa louco de verdade pra vocês poderem, em fim, me chamar de descontrolado com razão.

Talvez, eu devesse sumir, e esse "talvez" não vai ficar só na possibilidade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Testamento

Escrevo aqui, completamente sobre o controle das minhas faculdades mentai e sobre livre e espontânea vontade. Ato tal testemunhado pela minha solidão e minha indecisão, sem esquecer da ilustre presença da minha outra personalidade.

Deixo assim, para meu braço direito, nossos bons momentos, risadas e lembranças que se estabeleceram de forma tão singular em menos de um ano, risadas, verdades expostas sem o menor pudor e uma aposta da qual eu em minha cova hei de clamar vitória.

Para meu adorado emaranhado de cabelos vermelhos, deixo as músicas quais te ensinei, a dança qual te forcei a dançar, os abraços e os beijos que passaram e que ficariam de vir, e a promessa de ser levado no teu peito ou nas tuas memórias para a vida toda.

Para a encantadora e sensual alemã-brasileira qual me apaixonei certa feita, deixo minhas promessas ainda não cumpridas, pedidos de desculpas e palavras de encorajamento, você sim é forte e capaz de seguir, sozinha, acompanhada, por qual seja o caminho e por mais tortuoso que seja, cresça, pois minha filha há de ter teu nome.

Para meu flautista preferido, irmão e amigo de qualquer momento, deixo a coragem, a coragem de descobrir que o mundo é muito maior que tudo o que se passa ai dentro, e é tanto meu pequeno. Se deixe amar, se deixe sentir, se deixe falar, me deixe falar que é o que eu mais quero, guardar tua amizade pra sempre dentro de uma tartaruga de barro que um dia passou pelas minhas mãos até as tuas.

Para meu filho adotivo, o mais velho deles, que por mais que relacionados por sangue sejamos completamente estranhos entre nós, todo o bem querer do mundo que seu querido "pai" não sabe demonstrar ter.

Para minha querida mãe, mulher guerreira, das mais fortes e mais encantadoras que já conheci, minha admiração, todo amor do mundo e mais coisas das quais até eu desconheço que sinto.

Para meu pai, meu desapontamento comigo mesmo, por não ter sido o filho que o senhor merece ter, e toda a sorte do mundo, para conseguir que seus outros dois o façam como eu gostaria de ter feito.

E enfim, para a minha lua, meu beija-flor, deixo o MEU soneto da fidelidade, a promessa de um amor eterno, as lembranças da mulher que me arrancou mais sorrisos e mais lágrimas, a torcida de uma realização completa. Deixo também, nossa casa em Londrina, nossos churrascos em família, nossa noite em praia do forte, e as mais doces memórias do amargo do café gelado com chantili. Deixo para ti meus filhos, e a certeza de que eles serão só seus se você os quiser, deixo para ti meus discos, meus medos, meu temores, meus pesares, meus risos, meus poemas, minhas lágrimas, meus desejos mais sacanas e minhas declarações de mais puro amor.

Deixo assim, para todos, minhas humildes desculpas.


QueirozBarreto

22/08/2011
Salvador - Bahia - Brasil

sábado, 20 de agosto de 2011

E você, tem medo de que?

Uma certa feita me perguntaram do que eu tinha medo. Logo, pensei em responder o óbvio, de espíritos, de aranhas, de ladrão e da morte. Então, me pareceu faltar algo, melhor, me pareceu estar errado. Tá, eu de fato não gosto da ideia de viver um filme de terror ao "ver" uma pessoa imaterial no meu quarto, me arrepia só pensar na possibilidade de algo do tamanho de um feijão subindo no meu pescoço preparando para dar o bote, não é nada legal imaginar alguém invadindo a sua casa e levando tudo que está lá dentro, pior ainda se você estiver dentro e DEFINITIVAMENTE só o fato de parar de respirar, de sentir... me apavora.
Uma certa feita, me fiz uma pergunta. "Do que eu tenho medo?" E parei, pensei e na verdade, tudo que me vinha na cabeça era "medo". Medo do medo, deve ser algo por aí, ter medo de algum dia, o sentimento do medo tomar conta de mim. Temer o temor, temer que as coisas possam sair do meu controle a ponto de me causarem medo, temer que um dia eu tenha medo de espírito, tenha medo da aranha, tenha medo do ladrão ou da cova. Acho que é isso aí, medo do medo é o pior sentimento que se pode cultivar dentro de você.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pai, vai se foder.

Você sabe que eu não gosto de você, não sabe?
Na verdade, eu gosto, mas não deveria.
Na verdade, devo, mas não gostaria.

E não gostaria justamente por que gostar de você
só me deixa cada vez mais decepcionado. "Educador", "Formador de caráter", é só isso que você se preocupa em ser, em criar pra vida. Na sua cabeça é tudo muito exato, afinal, seu pai fez assim. Seu problema é justamente esse, querer ser igual a todo mundo, igual ao resto, igual! Eu não quero, e não me importo se você só me bancar até os 18 anos, não me importo se você me tirar da escola, não me importo se você compra ou não meu sonho comigo. Por que seu papel, um gravador que ficasse repetindo "vai estudar pra ser alguém na vida" faria muito bem. Eu quero um Pai, que chora e assume seus erros. Eu dispenso qualquer tipo de zumbi controlado pelo sistema social do meu lado.

Com amor,
Um filho dum puto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ao Som do Infinito


Nem sei por onde começar, na verdade eu nem lembro aonde comecei, pode ter sido num banco de praça pública ou num baile dos mais caros que ja frequentei. Pode nem ter sido isso, pode ter nascido do fundo da minha cabeça, de um sonho, ou pode ter nascido do fundo de um sonho que bagunçou completamente a minha cabeça.

Acho que é só disso que eu tenho certeza, da bagunça na minha cabeça. E eu gosto, sei onde achar tudo nesse ninho de rato que são minhas idéias, a única coisa que eu ainda queria saber foi onde isso começou, se começou no final, com um último razante de um beija-flor que levou com ele a cor do meu jardím, ou se o final foi apenas o começo de mais uma primavera.

Na verdade, eu não sei e pouco me importa saber do começo, pouco me importa saber do fim, eu quero você dormindo por cima de mim no meio de uma tarde em itapoã e sentir em apenas um segundo a eternidade se passar por nós dois "e em seu louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contentamento". Por que, meu amor, no giro infinito das asas do meu beija-flor tem som, tem cor, tem luz, tem nós dois, tem só ela, tem só eu e mais um mundão de coisas que eu ainda não descobri. E estarei esperando.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Da pra tocar dó na flauta?

Da pra tocar dó em tudo, até no coração
Da pra fazer o ré da colher no copo ou o re de algo novo,
Da pra ouvir o mi várias vezes de um amigo mas tem hora que cansa né?
Da pra cantar o fá à luz do sol, e junto com o lá e criar um poema
Da pra pensar no sí ou no se e esperar algo bom pro futuro

Da pra fazer, cantar, tocar, soltar, falar, puxar, jogar, ouvir, sentir, gostar, detestar, "caetanear", declamar e amar, sem precisar de uma flauta.